Domingo, Fevereiro 27, 2005

Olá queridos, hoje é dia de OSCAR. Isso mesma a festa acontecerá hoje, no Teatro Kodak, em Los Angeles.

O mestre de cerimônia da vez é o ator Chris Rock, considerado um dos comediantes mais talentosos da nova geração em Hollywood. Perguntinha que não quer calar: "Será que ele vai se comportar na cerimônia da ABC, a rede de televisão americana que vai transmitir o show e que está pronta para usar um delay de cinco segundos se as coisas saírem do controle?"

Para apresentar os indicados às estatuetas douradas na 77ª edição e anunciar os vencedores foram convidados artistas já premiados ou nomeados ao Oscar. Serão eles: Al Pacino, Dustin Hoffman, Samuel L. Jackson, Pierce Brosnan, Robin Williams, John Travolta, Halle Berry, Cate Blanchett, Natalie Portman, Gwyneth Paltrow, Kate Winslet, Drew Barrymore, Kirsten Dunst, Salma Hayek, Orlando Bloom, Renée Zellweger, Charlize Theron, Adrien Brody, Penélope Cruz, Leonardo Di Caprio, Martin Scorsese, Annette Bening, , Jake Gyllenhaal, Jeremy Irons, Laura Linney, Emmy Rossum, Adam Sandler, Barbra Streisand, Mike Myers e os cantores Prince e Beyoncé.

Enquanto as estrelas estiverem dentro do Kodak Theatre em Hollywood, estarão protegidas por um pequeno exército de policiais, um sistema para detectar o gás sarin que ataca o sistema nervoso, um centro de comandos e bloqueios de ruas. O show é "um símbolo da cultura americana e tem um alto potencial para ser um alvo," disse John Miller, chefe de contra-terrorismo do Departamento de Polícia de Los Angeles.

Até saírem os resultados, fique por dentro dos indicados que poderão brilhar em 2005:

FILME

_ ''O Aviador''
_ ''Em Busca da Terra do Nunca''
_ ''Menina de Ouro''
_ ''Ray''
_ ''Entre Umas e Outras''

DIREÇÃO

_ Martin Scorsese, por ''O Aviador''
_ Clint Eastwood, por ''Menina de Ouro''
_ Taylor Hackford, por ''Ray''
_ Mike Leigh, por ''Vera Drake''
_ Alexander Payne, por ''Entre Umas e Outras''

ATOR

_ Leonardo DiCaprio, em ''O Aviador''
_ Clint Eastwood, em ''Menina de Ouro''
_ Don Cheadle, em ''Hotel Rwanda''
_ Johnny Depp, em ''Em Busca da Terra do Nunca''
_ Jamie Foxx, em ''Ray''

ATOR COADJUVANTE

_ Alan Alda, em ''O Aviador''
_ Thomas Haden Church, em ''Entre Umas e Outras''
_ Jamie Foxx, em ''Colateral''
_ Morgan Freeman, em ''Menina de Ouro''
_ Clive Owen, em ''Perto Demais''

ATRIZ

_ Annette Bening, em ''Adorável Júlia''
_ Catalina Sandino Moreno, em ''Maria Cheia de Graça''
_ Imelda Staunton, em ''Vera Drake''
_ Hilary Swank, em ''Menina de Ouro''
_ Kate Winslet, em ''Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças''

ATRIZ COADJUVANTE

_ Cate Blanchett, em ''O Aviador''
_ Laura Linney, em ''Kinsey''
_ Virginia Madsen, em ''Entre Umas e Outras''
_ Sophie Okonedo - Hotel Rwanda
_ Natalie Portman - Perto demais

ANIMAÇÃO

_ ''Os Incríveis''
_ ''O Espanta Tubarões''
_ ''Shrek 2''

DIREÇÃO DE ARTE

_ ''O Aviador'' - (Miramax, Initial Entertainment Group, Warner Bros.)
Direção de arte: Dante Ferretti; Decoração de cenários: Francesca Lo Schiavo
_ ''Em Busca da Terra do Nunca'' - (Miramax)
Direção de arte: Gemma Jackson; Decoração de cenário: Trisha Edwards
_ ''Desventuras em Série'' - (Paramount, DreamWorks)
Direção de arte: Rick Heinrichs; Decoração de cenários: Cheryl Carasik
_ ''O Fantasma da Ópera de Andrew Lloyd Webber'' - (Warner Bros.)
Direção de arte: Anthony Pratt; Decoração de cenários: Celia Bobak
_ ''Eterno Amor'' - (Warner Independent Pictures)
Direção de arte: Aline Bonetto

FOTOGRAFIA

_ ''O Aviador'' - Robert Richardson
_ ''O Clã das Adagas Voadoras'' - Zhao Xiaoding
_ ''A Paixão de Cristo'' - Caleb Deschanel
_ ''O Fantasma da Ópera de Andrew Lloyd Webber'' - John Mathieson
_ ''Eterno Amor'' - Bruno Delbonnel

FIGURINO

_ ''O Aviador'' - Sandy Powell
_ ''Em Busca da Terra do Nunca'' - Alexandra Byrne
_ ''Desventuras em Série'' - Colleen Atwood
_ ''Ray'' - Sharen Davis
_ ''Tróia'' - Bob Ringwood

ROTEIRO ADAPTADO

_ ''Antes do Pôr-do-Sol'' - Roteiro: Richard Linklater, Julie Delpy e Ethan Hawke; História: Richard Linklater e Kim Krizan
_ ''Em Busca da Terra do Nunca'' - David Magee
_ ''Menina de Ouro'' - Paul Haggis
_ ''Diários de Motocicleta'' - José Rivera
_ ''Entre Umas e Outras'' - Alexander Payne e Jim Taylor

ROTEIRO ORIGINAL

_ ''O Aviador'' - John Logan
_ ''Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças'' - Roteiro: Charlie Kaufman; História: Charlie Kaufman, Michel Gondry e Pierre Bismuth
_ ''Hotel Rwanda'' - Keir Pearson e Terry George
_ ''Os Incríveis'' - Brad Bird
_ ''Vera Drake'' - Mike Leigh

DOCUMENTÁRIO

_ ''Born Into Brothels'' - THINKFilm / A Red Light Films, Inc. Production
Direção: Ross Kauffman e Zana Briski
_ ''Camelos Também Choram'' - THINKFilm / A Hochschule für Fernsehen und Film München Production
Direção: Luigi Falorni e Byambasuren Davaa
_ ''Super Size Me'' - Roadside Attractions / Samuel Goldwyn Films / A Kathbur Productions / The Con Production
Direção: Morgan Spurlock
_ ''Tupac: Resurrection'' - Paramount / An MTV - Amaru Entertainment, Inc. Production
Direção: Lauren Lazin e Karolyn Ali
_ ''Twist of Fate'' - A Chain Camera Pictures Production
Ddireção: Kirby Dick e Eddie Schmidt

DOCUMENTÁRIO - CURTA-METRAGEM

_ ''Autism is a Word'' - A State of the Art Production
De Gerardine Wurzburg
_ ''The Children of Leningradsky'' - A Hanna Polak Production
De Hanna Polak e Andrzej Celinski
_ ''Hardwood'' - A Hardwood Pictures and National Film Board of Canada Production
De Hubert Davis e Erin Faith Young
_ ''Mighty Times: The Children's March'' - A Tell the Truth Pictures Production
De Robert Hudson e Bobby Houston
_ ''Sister Rose's Passion'' - A New Jersey Studios Production
De Oren Jacoby e Steve Kalafer


MONTAGEM

_ ''O Aviador'' - Thelma Schoonmaker
_ ''Menina de Ouro'' - Joel Cox
_ ''Ray'' - Paul Hirsch
_ ''Em Busca da Terra do Nunca'' - Matt Chesse
_ ''Colateral'' - Jim Miller e Paul Rubell

MAQUIAGEM

_ ''Desventuras em Série'' - Valli O'Reilly e Bill Corso
_ ''A Paixão de Cristo'' - Keith Vanderlaan e Christien Tinsley
_ ''Mar Adentro'' - Jo Allen e Manuel García

TRILHA SONORA

_ ''Em Busca da Terra do Nunca'' - Jan A.P. Kaczmarek
_ ''Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban'' - John Williams
_ ''Desventuras em Série'' - Thomas Newman
_ ''A Paixão de Cristo'' - John Debney
_ ''A Vila'' - James Newton Howard

CANÇÃO

_ ''Accidentally In Love'', do filme ''Shrek 2'' - Música de Adam Duritz, Charles Gillingham, Jim Bogios, David Immergluck, Matthew Malley e David Bryson; Letras de Adam Duritz e Daniel Vickrey
_ ''Al Otro Lado Del Río'', do filme ''Diários de Motocicleta'' - Música e letras de Jorge Drexler
_ ''Believe'', do filme ''O Expresso Polar'' - Música e letras de Glen Ballard e Alan Silvestri
_ ''Learn To Be Lonely'', do filme ''O Fantasma da Ópera de Andrew Lloyd Webber'' - Música de Andrew Lloyd Webber; Letras de Charles Hart
_ ''Look To Your Path (Vois Sur Ton Chemin)'', do filme ''A Voz do Coração'' - Música de Bruno Coulais; Letras de Christophe Barratier

EDIÇÃO DE SOM

_ ''Os Incríveis'' - Michael Silvers e Randy Thom
_ ''O Expresso Polar'' - Randy Thom e Dennis Leonard
_ ''Homem-Aranha 2'' - Paul N.J. Ottosson

SOM

_ ''O Aviador'' - Tom Fleischman e Petur Hliddal
_ ''Os Incríveis'' - Randy Thom, Gary A. Rizzo e Doc Kane
_ ''O Expresso Polar'' - Randy Thom, Tom Johnson, Dennis Sands e William B. Kaplan
_ ''Ray'' - Scott Millan, Greg Orloff, Bob Beemer e Steve Cantamessa
_ ''Homem-Aranha 2'' - Kevin O'Connell, Greg P. Russell, Jeffrey J. Haboush e Joseph Geisinger

EFEITOS VISUAIS

_ ''Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban'' - Roger Guyett, Tim Burke, John Richardson e Bill George
_ ''Eu, Robô'' - John Nelson, Andrew R. Jones, Erik Nash e Joe Letteri
_ ''Homem-Aranha 2'' - John Dykstra, Scott Stokdyk, Anthony LaMolinara e John Frazier

FILME ESTRANGEIRO

_ ''Så som i himmelen'' / ''As It Is in Heaven'' - A GF Studios Production; Direção de Kay Pollak (Suécia)
_ ''A Voz do Coração'' - A Galatée Films / Pathé Renn / France 2 Cinema / Novo Arturo Films / Vega Film AG Production; Direção de Christophe Barratier (França)
_ ''Der Untergang'' / ''Downfall'' - A Constantin Film Production; Direção de Oliver Hirschbiegel (Alemanha)
_ ''Mar Adentro'' - A Sogecine and Himenóptero Production; Direção de Alejandro Amenábar (Espanha)
_ ''Yesterday'' - A Videovision Entertainment Production; Direção de Darrell Roodt (África do Sul)

CURTA DE ANIMAÇÃO

_ ''Birthday Boy'' - An Australian Film, TV and Radio School Production
De Sejong Park e Andrew Gregory
_ ''Gopher Broke'' - A Blur Studio Production
De Jeff Fowler e Tim Miller
_ ''Guard Dog'' - A Bill Plympton Production
De Bill Plympton
_ ''Lorenzo'' - A Walt Disney Pictures Production
De Mike Gabriel e Baker Bloodworth
_ ''Ryan'' - A Copper Heart Entertainment & National Film Board of Canada Production
De Chris Landreth

CURTA-METRAGEM

_ ''Everything in This Country Must'' - A Six Mile LLC Production
De Gary McKendry
_ ''Little Terrorist'' - An Alipur Films Production
De Ashvin Kumar
_ ''7:35 in the Morning'' (7:35 de la Mañana) - An Ibarretxe & Co. Production
De Nacho Vigalondo
_ ''Two Cars, One Night'' - A Defender Films Limited Production
De Taika Waititi e Ainsley Gardiner
_ ''Wasp'' - A Cowboy Films Production
De Andrea Arnold

Entre os indicados, "Mar Adentro", do espanhol Alejandro Amenábar, é favorito para levar neste domingo o Oscar de melhor
filme estrangeiro, enquanto a colombiana Catalina Sandino Moreno prepara-se para viver seu grande dia como atriz revelação.





Aproveito o ensejo e deixo aqui meu novo blogger "Olhos Urbanos". Comentários? Pode deixá-los aqui, o Retrospect passará por uma grande fase de reconstrução, aguardem, vocês não se arrependerão. Até a próxima!

Ju|9:37 PM|

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Domingo, Outubro 10, 2004

A maciça campanha de divulgação de Olga faz jus ao título que recebeu de o filme brasileiro mais esperado do ano. O filme já levou mais de 1 milhão de espectadores ao cinema. Apesar disso, vem dividindo a opinião da crítica e do público. A principal observação é que a política e os ideais comunistas - bandeiras da trágica vida de Olga tornaram-se mero pano de fundo para evidenciar uma abordagem romântica com ênfase na história de amor de Olga e Luís Carlos Prestes.

A expectativa criada em torno do filme foi grande, afinal, o livro Olga, de Fernando Morais, foi muito bem-sucedido em termos de crítica e opinião pública. Fotografia primorosa, efeitos técnicos irrepreensíveis, produção esmerada. Comparações são inevitáveis, mas é bom lembrar que a diferença entre as linguagens (literária e cinematográfica) faz com que o filme seja sempre uma obra independente do texto que o originou. Mesmo em se tratando de histórias verídicas.



Documentos secretos, cartas, depoimentos, investigação. Assim Fernando Morais escreveu Olga.
O sucesso do livro (lançado em 1985, pela Editora Alfa-Òmega), justifica a grande expectativa do público e da crítica em torno do filme. A obra ganhou o Prêmio Pirandello de Literatura e o Prêmio Pedro Nava: O livro do Ano de 1985.

De caráter jornalístico e histórico, relata os acontecimentos que criaram uma trágica interseção entre o Brasil da era Vargas e a Alemanha nazista. O próprio autor apresenta o livro como uma reportagem, um relato histórico. Alguns o consideram um romance construído por fatos reais. Para outros, uma história de amor. (E é aí que entra a versão cinematográfica de Olga).

A dramática trajetória da jovem judia alemã, que abandona uma vida confortável para entregar-se à militância comunista, ainda na adolescência, é contada com sensibilidade, sutileza e até mesmo uma certa leveza. A vida de Olga Benario foi uma contundente lição de luta, força, coragem e fé nos ideais. Enviada em missão para o Brasil, a jovem militante apaixona-se por Luís Carlos Prestes, seu companheiro de ideal e, grávida, é mandada pelo governo Vargas para a Alemanha nazista.

O tratamento dado à narrativa, por vezes dá ao leitor a sensação de estar lendo um romance, o que torna a leitura envolvente, comovente e fascinante. A paixão de Olga por tudo que fazia revela-se no decorrer da história e contagia quem lê a sua saga.

Ju|7:28 PM|

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Domingo, Setembro 26, 2004


Cartaz oficial da 26ª Bienal de Artes de SP


A Fundação Bienal de São Paulo foi criada em 1962, mas suas origens remontam aos anos 40, ao processo de modernização da sociedade brasileira e, em particular, à criação das bases institucionais e culturais que levaram São Paulo a ingressar, definitivamente, no circuito internacional das artes do século XX.

Até a década de 40, o investimento do Governo na produção cultural e artística modernas se restringia ao Rio de Janeiro, capital do país. No restante do Brasil, não havia programas culturais de maior amplitude que levassem a marca do Estado.

Ao contrário do Rio de Janeiro, em São Paulo a produção artística esteve historicamente ligada à iniciativa privada e de uma forma bastante peculiar, já que não havia grandes investimentos com bases empresariais. Homens ricos da elite tradicional limitavam-se a fazer pequenas doações de partes de heranças, acudiam aos artistas com aquisições de peças ou quadros, intermediavam relações e contatos com políticos.

Nos anos 40, um grupo remanescente do movimento pioneiro da Semana de Arte Moderna, ampliado por representantes da elite paulista, por novos artistas e intelectuais recrutados na recém-criada Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo, procurava fundar associações e clubes com o intuito de divulgar a arte moderna brasileira e internacional. No entanto, com a guerra mundial em curso, tornava-se difícil um contato mais estreito com a Europa, que fora a principal fonte de inspiração e de formação dos artistas modernos e da elite paulista durante os primeiros 20 anos do século passado. Assim, o Brasil assistia a um processo de substituição das referências do modelo europeu para o modelo norte-americano, com a implementação da chamada "Política de Boa Vizinhança", que teve como coordenador o milionário norte-americano Nelson Rockefeller, dono da Standard Oil e presidente do Museum of Modern Art (MoMA). Nesse contexto, a discussão sobre uma instituição voltada para a preservação e divulgação da arte moderna começou a tomar corpo, inspirada em instituições norte-americanas.

Quando a guerra acabou, o Brasil dispunha de divisas acumuladas para investimentos nos diversos setores da economia e da cultura. O intercâmbio internacional também era favorável, já que os países europeus, em reconstrução, colocavam sua produção artística no mercado a preços baixos. Com esse ambiente propício, só faltava quem investisse recursos para dar continuidade ao processo de institucionalização da cultura.

Os dois grandes museus, Museu de Arte de São Paulo (MASP) e Museu de Arte Moderna (MAM), fundados no final dos anos 40, resultaram da iniciativa dos setores emergentes da sociedade paulista, que desejavam se colocar como representantes de um projeto modernizador compatível com a construção de seus parques industriais.

O Museu de Arte de São Paulo (MASP) foi criado, em 1947, por Assis Chateaubriand, jornalista paraibano e proprietário da primeira grande rede de comunicações do Brasil. Para construção do acervo do Museu, associou-se ao galerista italiano Pietro Maria Bardi, que deu à Instituição um caráter bastante dinâmico. Desenvolveu atividades didáticas nas áreas de história da arte, publicidade, design e construiu um dos mais importantes acervos de artes plásticas da América Latina. A formação do acervo do MASP, no entanto, não foi feita por meio de critérios críticos e técnicos de organização e sim pela oportunidade da hora e esteve sempre bastante centralizada na figura do "mecenas" e de seu principal colaborador.

Ao contrário do MASP, o Museu de Arte Moderna (MAM), criado em 1948 pelo industrial Francisco Matarazzo Sobrinho, contou desde o início com a participação de representantes de todas as áreas das artes e da cultura, que traçaram o perfil e a política de aquisição e de formação do seu acervo. Ciccillo Matarazzo financiou de seu próprio bolso a compra das obras para a coleção do Museu e fomentou seu posterior crescimento com o "Prêmio Aquisição" promovido pelas futuras bienais. Os estatutos do Museu previam a criação de comissões de cinema, arquitetura, folclore, fotografia, gráfica, música, pintura e escultura. Sua sede foi instalada numa sala do edifício dos Diários Associados, na rua 7 de Abril, cedida por Assis Chateaubriand.

Em 8 de março de 1949, o Museu de Arte Moderna de São Paulo foi inaugurado com a célebre exposição Do Figurativismo ao Abstracionismo, que reuniu 51 artistas, entre os quais três brasileiros: Cícero Dias, Waldemar Cordeiro e Samson Flexor.

Logo após a inauguração do MAM, Ciccillo Matarazzo propôs a realização de uma grande mostra internacional inspirada na Bienal de Veneza, enfrentando a resistência de alguns membros da Diretoria que achavam prematura uma aventura de tais proporções. Assim mesmo, Ciccillo definiu o ano de 1951 para a realização do evento e o montante de recursos destinado à premiação.

A maior dificuldade para realização da mostra foi convencer os artistas dos países estrangeiros - principalmente os europeus - a participar da aventura de mandar obras de arte para um país que não tinha presença política nem cultural no cenário mundial. Ciccillo percebeu que somente por meio de correspondência e convites a mostra seria um fracasso. Solicitou, então, a Yolanda Penteado, sua esposa, que fosse pessoalmente à Europa fazer os convites a artistas e representações estrangeiras para participarem do evento. Como embaixatriz da primeira Bienal, Yolanda superou todos os desafios com competência e absoluto sucesso.

Como local para abrigar a I Bienal, a equipe do MAM obteve da Prefeitura de São Paulo a cessão do espaço hoje ocupado pelo MASP - a esplanada do Trianon -, onde havia um antigo salão de baile. Sobre a estrutura do salão, os arquitetos Luís Saia e Eduardo Kneese de Mello projetaram um polígono de madeira que, construído, garantiu uma área de exposição de 5.000 m2. A I Bienal foi inaugurada em 20 de outubro de 1951. O Pavilhão adaptado recebeu 1.854 obras representando 23 países.

O êxito da I Bienal, apesar de toda improvisação, mostrou a capacidade de realização de Ciccillo e da equipe do MAM. Ainda sob o impacto do sucesso, já se programava a II Bienal, que viria a acontecer no final de 1953, abrindo as comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo, sob o comando de Ciccillo Matarazzo como presidente da Comissão organizadora dos festejos. O local escolhido foi a área do Ibirapuera, na época uma várzea distante e sem nenhuma infra-estrutura urbana.

Oscar Niemeyer foi convidado a projetar o conjunto de edificações. Considerando suas dimensões, o Parque, seus edifícios e os jardins de Burle Marx foram construídos em tempo recorde. Dos sete prédios - entre pavilhões e centros de cultura propostos - foram edificados o Pavilhão das Indústrias, o Pavilhão dos Estados e o Pavilhão das Nações, ligados por uma elegante marquise. Eram integrados também ao espaço do Parque o Pavilhão da Agricultura (hoje o Detran) e o Ginásio de Esportes, este último projeto de Ícaro de Castro Mello.

Considerada uma das mais importantes Bienais, esta 2ª edição reuniu obras dos mais importantes artistas modernos e, como destaque maior, 51 telas de todas as fases Picasso, entre as quais Guernica, que, por vontade do pintor, tinha o MoMA como depositário enquanto a Espanha estivesse sob a ditadura franquista. Até então, a grande tela nunca havia deixado Nova York.

Em novembro de 1953, a II Bienal começou a ser montada ocupando o Pavilhão das Nações, onde ficaram expostas as representações dos países da Europa e do Oriente, e o Pavilhão dos Estados que recebeu as representações das Américas, do Brasil e a Mostra Internacional de Arquitetura. Eram, no conjunto, 24.000 m2 de exposição. Em 12 de dezembro a mostra foi inaugurada com a representação de 33 países e 3.374 obras.

Em 1957, A IV Bienal de São Paulo passou a ocupar definitivamente sua atual sede no Parque Ibirapuera, o Pavilhão Ciccillo Matarazzo.

Com o êxito da II Bienal, iniciava-se um período da história do Brasil em que se institucionalizavam, cada vez mais, os eventos culturais que estavam imbricados com a modernização do Estado brasileiro.

No entanto, o crescimento e o prestígio das bienais realizadas durante o período do governo Kubitschek começaram a pôr em xeque o papel do MAM como promotor das mostras. As bienais consumiam a maior parte dos esforços e das verbas arrecadadas pelo Museu, transformando-o quase que exclusivamente num escritório para sua operacionalização. Ciccillo Matarazzo resolveu, então, que era o momento de separar o MAM da Bienal, dando independência financeira e decisória a esta última.

Em 1958, o MAM já havia mudado definitivamente para o Parque Ibirapuera. No momento da mudança, ocupando espaço improvisado no segundo andar do Pavilhão Armando Arruda Pereira, atual Pavilhão Ciccillo Matarazzo, constatou-se a dificuldade quanto à organização museológica do acervo. Além da necessidade de uma reserva técnica e do correto acondicionamento das obras, havia o problema de se distinguir o que pertencia ao MAM, o que era de fato doação de Ciccillo e de Yolanda Penteado, e o que não havia sido doado e estava apenas depositado no Museu.

A forma de gerir o Museu e a vinculação do caixa da Instituição com o bolso de seu presidente resultaram numa reforma dos estatutos do MAM, em 1959. Ciccillo já preparava o caminho para separar as bienais do MAM, apesar da forte oposição dos meios intelectuais e dos artistas à extinção do Museu. Mário Pedrosa, seu diretor artístico na ocasião, fez várias tentativas junto a Ciccillo que, no entanto, resultaram infrutíferas. Em 8 de maio de 1962, já estava criada a Fundação Bienal de São Paulo, uma instituição privada sem fins lucrativos. Em janeiro de 1963, o MAM é extinto e seu patrimônio transferido para a Universidade de São Paulo.

Com mais de 70 anos de idade, Ciccillo começava a preparar sua sucessão. Em 1975, depois da realização da XIII Bienal, afasta-se definitivamente da diretoria da Fundação Bienal e, dois anos depois, em 16 de abril de 1977, falece deixando a Bienal como sua mais importante realização.

A 14ª edição da Bienal, em 1977, é o primeiro evento realizado sob o comando de um novo presidente, Oscar Landmann, sucessor de Ciccillo Matarazzo. As edições seguintes tiveram como presidentes:
15ª Bienal (1979) : Luiz Fernando Rodrigues Alves
16ª (1981) e 17º Bienal (1983): Luiz Diederichsen Villares
18ª Bienal (1985): Roberto Muylaert
19ª Bienal (1987): Jorge Wilheim
20ª Bienal (1989): Alex Periscinoto
21ª Bienal (1991): Jorge Eduardo Stockler
22ª(1994) e 23ª Bienal (1996): Edemar Cid Ferreira
24ª Bienal (1998): Julio Landmann
25ª Bienal (2002): Carlos Bratke

São 50 anos de atividades, 25 edições com a participação de 148 países, 10.660 artistas e cerca de 56.932 obras, num espaço que permitiu a estimulante convivência das artes plásticas, das artes cênicas, das artes gráficas, do design, da música, do cinema, da arquitetura e de muitas outras formas de expressão artística.

Único evento brasileiro assinalado no calendário internacional da arte e da arquitetura, há meio século a Bienal de São Paulo vem projetando o Brasil no cenário mundial, sendo considerada, junto com a Bienal de Veneza, o mais importante evento do gênero entre os mais de cinqüenta existentes no mundo. Texto de Rosa Artigas extraído do Livro Bienal 50 Anos, São Paulo, Fundação Bienal de São Paulo, 2001




A obra Athens-Beijing/Migrant's Ark, do grego Harris Kondosphyris


Unexpected Rules, dos suíços Frédéric Moser e Philippe Schwinger


Projeto do brasileiro Ivens Machado


Em sua 26ª edição, que acontece de 26 de setembro a 19 de dezembro no Parque do Ibirapuera, o evento chega com uma proposta - abstrata - de democratizar a arte. O meio de atingir tal objetivo, porém, é bastante concreto. Pela primeira vez os ingressos para assistir à Bienal serão gratuitos.

Quem espera ver obras famosas de grandes artistas na Bienal deste ano vai se decepcionar. Como na última edição da mostra, a curadoria da Bienal preferiu não fazer salas especiais com quadros de pintores historicamente consagrados. Das salas especiais, que serão oito nesta edição da mostra, três serão ocupadas por artistas nacionais. Artur Barrio, que tem dupla nacionalidade (portuguesa e brasileira), Beatriz Milhares e Paulo Bruscky. A China vem em seguida em número de salas especiais, com Cai Guo Qiang e Huang Yong Ping. Outras salas serão ocupadas com artistas do Chile, Alemanha e Bélgica.

A filosofia é clara. Descobrir o Portinari, o Picasso de amanhã. Não trabalhamos com acervos, e é essa a nossa proposta", explica Hug, que comenta que a diversidade estética entre os expositores é uma resposta ao tema da Bienal, "terra de ninguém".

Ju|6:19 PM|

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Sábado, Setembro 11, 2004

O atentado de 11 de setembro de 2001 marcou o início do século.

Três anos. Será que o surpreendente desafio feito ao Ocidente pelos terroristas de Osama Bin Laden, com seus fanáticos por Deus, se esvaziou de uma maneira lastimável?

Lembremos: no dia seguinte ao dia 11 de setembro, esperávamos o Apocalipse, aviões sobre Westminster, uma América enlouquecida, bombas atômicas, o mundo muçulmano inclinado para o lado dos afegãos, e nada disso aconteceu. O planeta se acalmou. Readormeceu. Bin Laden está em um buraco, fugindo ou morto. Remissão? Trégua? Dissimulação? Inconsciência? Antes de responder, é preciso examinar como o Ocidente ganhou essa disputa.

Primeira lição: Bush não é um idiota.

Segunda lição: viu-se que, quando o Ocidente deixa de ter medo das sombras, sabe intimidar o terror, no caso, a loucura criminosa dos fundamentalistas islâmicos.

Há anos o avanço do islamismo era considerado inexorável. Os frenéticos acumulavam vitórias. Argélia e Sudão, Afeganistão, Hamas e Jihad palestina, Irã, Filipinas, por toda parte o trunfo estava no crime.

O Ocidente balbuciava, hesitava, recuava. Ora, no Afeganistão, ou seja, diante do desafio mais aterrorizante, o mais perverso fundamentalismo, a espiral fatal nitidamente se rompeu. Há três anos.

Certamente, nos dez últimos anos, o Ocidente já tinha reagido vitoriosamente contra algumas violências. Na Bósnia, assim como em Kosovo, bastou os aviões subirem ao céu para que o presidente iugoslavo, Slobodan Milosevic, fosse reduzido ao que foi: um homem sem consistência e difamado.

Mas a ameaça sérvia (laica e não religiosa) obedeceu às regras clássicas da guerra.

Havia um Estado.

Havia um Exército.

Havia uma linha de frente.

Desde então, a superioridade em matéria de armas, técnicas, aviões e dinheiro do campo ocidental pôde entrar totalmente no jogo e destruir Milosevic. O mesmo aconteceu no Iraque. Ao contrário, no Afeganistão, o combate foi mais complicado, mais irracional. No Afeganistão, não foi um Estado ou uma nação que se lançou ao ataque. Não se sabe o que foi. O inimigo atirou a partir do nada. Foi transnacional, multiforme e disforme, arcaico e pós-moderno, invisível e flagrante.

Tornou-se quase mítico.

Os sinais que ele nos enviou vieram de uma época diferente da nossa, de uma outra lógica e de um outro espaço. O chefe da batalha vagueia nas velhas grutas onde vaticinavam os profetas dos antigos livros sagrados. Motivo suficiente para desencorajar os alunos de West Point e os soldados formados com os princípios de Napoleão e de Clauzewitz. Ora, bastam algumas sequências de bombas para que esses exércitos do mistério, esses pretorianos do imperceptível e quase do invisível se liquefaçam e saiam em debandada como coelhos.

Quanto a isso, o estranho é que, para abater esses exércitos obscuros, o Ocidente ou principalmente os Estados Unidos nem sequer tiveram de imaginar novas estratégias. No entanto, nos momentos seguintes ao dia 11 de setembro, Bush e seus ministros repetiram sem parar, prometendo-nos novos métodos de guerra, armas jamais vistas, táticas desconhecidas e mortais.

Ora, não vimos nada disso.

Para abater os invisíveis das montanhas afegãs, os americanos e a Aliança do Norte desenterraram toda a panóplia das guerras do século anterior: soldados, aviões, bombas. Nem sequer um material mais moderno: os tanques R-55 entregues ao Norte pela Rússia ou os B-52 americanos, que têm meio século de idade.

Devemos concluir, após essa vitória relâmpago, que o perigo islâmico, o do terrorismo, foi realmente abatido?

Seria um surrealismo: ontem, exagerou-se a gravidade do perigo islâmico.

Não seria prudente hoje subestimá-lo.

Não sei, pode parecer paranóia minha, mas os senhores da guerra, em três anos, levaram a guerra para o Oriente Médio, Afeganistão e se aproximam da Chechênia. A gente que abra os olhos, porque o próximo alvo é o Brasil. Quer apostar como a coisa vai esquentar por aqui?



Ju|5:08 PM|

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Sexta-feira, Setembro 03, 2004

O que será que passa na cabeça de alguém que invade e espalha terror em uma escola?

Claro, existe uma comunidade internacional de terroristas que se divertem causando sofrimento e muita dor, perpetuando ataques e invasões.

Mas como esse tipo de ação é crime, a divulgação de seus autores permanece restrita ao pequeno círculo de adeptos dessas práticas - e ainda assim envolta sempre em uma aura de dúvida e mistério: nunca é possível confirmar de fato a autoria de um atentado e qualquer um pode, a princípio, gabar-se de ter sido o criador.

Portanto, terroristas são assassinos cegos que se consideram heróis - provocando a desgraça com o objetivo de preparar a felicidade do amanhã. O que eles pretendem afinal? Não é torturando inocentes que vão conseguir alguma coisa é?

Não, a iniciativa é puramente individual e quase anônima. E aí, voltamos à questão inicial: o que será que passa na cabeça do cara que invade uma escola, fazendo mais de cem estudantes, pais e professores reféns na cidade de Beslan, na república russa de Ossétia do Norte?

Disse que terroristas são assassinos porque possuem consciência do que estão fazendo, mas na hierarquia dos seres malignos que habitam este mundo, eu os colocaria lá embaixo - mais como anjos embriagados de rancor do que propriamente demônios à plena natureza.

E quando pergunto pelo que pensam ou sentem não tenho a menor intenção de me afundar em psicologismos. Minhas pretensões são muito mais complexas - são quase surrealistas. Explico: Os sequestradores exigiram negociar com os presidentes da Ossétia do Norte, Alexandr Dzasokhov, e Inguchétia, Murat Zyazikov e o prestigiado Leonid Roshal, que já mediou outras crises de reféns, retirada das tropas russas da Chechênia e o fim das ações militares nessa república. Então pergunto porque tanto egoísmo?

Inexiste perspectivas para a paz. A tomada da escola russa foi liderada por um alto comandante rebelde checheno - Magomet Yevloyev - e provavelmente teve o financiamento da rede Al-Qaeda. A operação foi planejada por Shamil Basayev, o rebelde checheno mais procurado pela Rússia, que tem estado por trás de vários dos mais graves ataques fora da Chechênia. Autoridades russas informaram que rebeldes que lutam pela independência da região chechena de Moscou estão sob forte influência do wahabismo, movimento islâmico sunita de orientação conservadora. Única forma do islamismo permitida na Arábia Saudita, o wahabismo é proibido na Rússia.


Rússia, 03/09/2004 - Adolescente ferido é auxiliado por um soldado após fuga de reféns de escola mantida sob poder de terroristas.



Criança ferida é levada na maca.



Criança com ferimento grave na cabeça e socorrida.



Soldados auxiliam crianças após a fuga de reféns.


Hoje choro à crueldade contra inocentes e o mundo deve manifestar sua solidariedade para com o povo russo. Nenhuma sociedade democrática pode admitir que há diferentes terrorismos. O terrorismo é só um. Mas o mundo também.

Ju|3:37 PM|

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Sábado, Agosto 28, 2004

Tudo começou com essa frase "UNA RAJA DE JUGO DE NARANJA". A Tania é uma amiga de faculdade, ela estudava Odonto na Bolívia e desde o ano passado está no Brasil. Ela é super gente boa e esta semana resolveu ensinar algumas palavrinhas pra minha turma (Edson, Lusomar, Alcidéia e eu), tá só que isso dentro do restaurante Terra Nossa (aquilo lá não é bem um restaurante, mas nós somos tudo pobre e quando a fome aperta, aí salve irmão!)
Foi uma comédia! Imaginem a cena, e a gente quis saber tudo huahuahua...vocês entenderam né? Gah!

Ontem na aula de Odontologia Legal, eu como sempre estava atacada e sentada na carteira ao lado da Tania, Thalita, Alcidéia, Edson, pronto a máfia tá formada. Confesso depois senti até pena da professora, sempre tão atenciosa, mas ontem não deu mesmo pra prestar atenção na aula.

No meio da aula inventamos de planejar o final de semana - a gente só agita, chega na hora H todo mundo MIA - mas ontem ninguém tava afim de ver regulamentos de odontologia mesmo - Sábado balada na Igreja da Vanessa e domingo, churrasco na casa da Mitiko e filme "Paixão de Cristo" na Igreja da Tania, então agora começa a doideira. Presta atenção na "merda":

Ju: Ô se a gente for a noite vai todo mundo pra igreja da Tania. Aí a Tania vai também. Aí convida a Vanessa Renata né?

Mitiko: No sábado acho que não vou na igreja da Van, mas no domingo beleza. Vê quem vai em casa domingo?

Ju: A Van não vai, ela dá aula de domingo na igreja dela.

Edson: Essa é a programação do fim de semana? E a balada miou?

Ju: huahauhauhaua, vamos rezar galera huahuahua. Final de semana santo!

Edson: vou chegar bêbado na igreja.

Ju: não bebida só água benta.

Edson: vou tomar o vinho do padre!

Ju: huahauhauhaua, seu burro é PASTOR!

Edson: na igreja que eu fui era padre, tinha banda ao vivo e até rolava bebida alcóolica (vinho).

Ju: huahuahauhaua, na igreja é só água benta e pão.

Thalita: eu vou na Universal domingo de manhã!!!

Ju: Universal? A Thalita, não raspa os pêlos da perna huahuahauhaua.

Edson: eu vou levar o pão na casa da Mitiko.

Ju: eu levo a manteiga!

Thalita: vou levar água fervida.

Ju: o Lusomar vai levar os copos do "kurintians"

Ju: vamos levar isopor pra guardar água benta.

PÁRO!

Se fosse na aula de Dentística ou Periodontia, a gente teria sido expulsos da aula!

Então a Mitiko resolveu passar uma outra folha, pra saber que a gente ia levar no churrasco. Não deu muito certo...

Thalita: água fervida.

Ju: pão com carne.

Tania (até o momento estava assistindo a aula): 12 dolly diet.

Edson: salsicha e ovo frito.

Alcidéia (que não resistiu e entrou na bagunça): pão mofado.

Ju: Lactobacillus sp.

Thalita: talheres de prástico.

Lusomar (tava doido pra ver a aula mas não queria perder os amigos): 1 marmita com zoião???

Alcidéia: leite com toddy.

Tania: aminoácidos e creatina "para todo mundo ficar sarado"

Karoline (caramba a sala toda?): rapadura com farinha e fubá.

Vanessa Renata (zuera, fomos nós que colocamos na folha!): xarope de licor e cuscuz de milho.

Alcidéia: pé e rabo de porco.

Edson: farinha de rosca e de mandioca.

Nessa hora ninguém mais parava de rir. E a Mitiko brava, xingando geral e a sala toda olhando pra gente (muito hilário).

Ju: Tania, o pessoal tá perguntando se podemos fazer o churrasco no seu apto?

Thalita: no quarto, a gente abre a janela e fica a "pampa".

Edson: o Lusomar vai fazer um trabalho sobre o churrasco.

Ju: huahuahuahua. perguntas do trabalho - 1) o churrasco estava com Ph de tensão favorável?

Edson: qual o ângulo de incidência da faca na carne, o ponto de eleição e a forma de conveniência do frango?

Alcidéia: qual a técnica radiográfica utilizada para detectar a proximal da picanha?

Aí veio a bronca.

Mitiko: aê galera são 10:00, calem a boca! Vocês não tem parada, é direto?

Ju: huahuahauhauhauhaua!

Mas essa bagunça é frequente. Nós somos muito unidos, diariamente alguém tá zuando alguém. Isso porque somos amigos e não tem coisa melhor que amigo. Fico por aqui, até a próxima!

Ju|5:59 PM|

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Quarta-feira, Agosto 25, 2004

Não tenho celular. Nunca achei que precisasse de um na minha vida. Não gosto da idéia de ser localizada a qualquer hora em qualquer lugar. Pouco me agrada também a possibilidade de ter um telefone a mão para ligar para onde eu quiser assim que me der na cabeça. Imagino a quantidade de problemas que já foram criados simplesmente porque o sujeito não teve de esperar o tempo de chegar em casa para ligar. Essa coisa de "pegar o celular e ligar", num ato contínuo é certamente desastrosa. Uma briga de namorados adolescentes por telefone celular, o liga e desliga que não deve ser... E mãe neurótica, marido ciumento, patrão desconfiado, cliente inseguro...? Eu às vezes fico acompanhando o papo dos outros no celular.. Aliás, a coisa mais ridícula do mundo é gente que faz do mundo uma vasta cabine telefônica, gente que caminha pelas ruas aos berros, gesticulando, como se fosse Deus no sétimo dia, finalizando o mundo.

E o que mais me impressiona é que é caríssimo. Tão caro que as pessoas só deviam falar no celular em latim ou em linguagem telegráfica. Que nada! Eu estimo que 90% das conversas por celular são adiáveis ou inúteis. Vazias de significado. Quer dizer: os capitalistas arranjaram um jeito de ganhar dinheiro fácil com a coisa mais comum do mundo humano que é a quantidade inesgotável de besteira que a mente é capaz de produzir. Sofisticação comercial é isso. Pagamos caro para dizer bobagens, nossas bobagens que nos são tão caras - aquilo que pensamos que somos, uma coleção equívoca de opiniões alheias a que aderimos sem saber muito bem porquê...

Certas coisas a gente só devia falar por carta, de preferência em sonetos - já para dificultar bastante, para fazer o sujeito pensar bem antes de mandar... Nesse sentido, o e-mail é o "primo ajuizado" do celular. Porque ele é rápido, sem ser imediato, e é por escrito e não falado, o que exige que a gente meça as palavras...na verdade que a gente use nossa mente com algo produtivo...é a leitura de vez em quando faz bem viu?

Eu diria mesmo que o computador é o melhor amigo do homem urbano, o cachorro virtual desse estranho ser que vive ilhado em sua própria casa conectado com o mundo pela corrente do seu cachorro mordendo o próprio rabo (não se assuste com a frase: é só uma definição amalucada do conceito de rede..). Teclando, em tempo real, teclando - modo mudo de falar, telepatia visual de letras que se expandem silenciosas pelo claustro planetário em expansão: onde vamos parar? Quando vamos parar? Será que vamos parar?

E os computadores ainda envelhecem mais depressa que os cães. Quando você começa a se acostumar, ele já está obsoleto. Com os computadores eu me entendo. Dificil pra mim é celular. Não o uso. A quantidade de planos, tarifas, marcas, empresas, modelos, sistemas disponíveis é tão grande, tudo tão complicado que cheira a malandragem de vendedor. Aliás, acho essa falsa idéia de liberdade, um saco. Liberdade de ter, de escolher? Liberdade é liberdade de ser. O resto é espelhinho que se dá para índios em troca de votos...

Ju|12:31 PM|

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Segunda-feira, Agosto 23, 2004

Como é bom ser criança...meu sobrinho de 5 anos, o Caio me disse sábado: "Ju, quando eu crescer eu quero ser herói"...nossa isso realmente me fez sentir criança outra vez...quem dera se todas as pessoas no mundo fossem ingênuas assim...

Ju|11:04 PM|

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Sexta-feira, Agosto 20, 2004

"...Vive dentro de mim uma cabocla velha de mau-olhado, acocorada ao pé do borralho, olhando para o fogo.

Benze quebranto. Bota feitiço...Ogum. Orixá. Macumba, terreiro. Ogã, pai-de-santo...Vive dentro de mim a lavadeira do Rio Vermelho.

Seu cheiro gostoso d'água e sabão. Rodilha de pano. Trouxa de roupa, pedra de anil. Sua coroa verde de São-Caetano. Vive dentro de mim a mulher cozinheira. Pimenta e cebola. Quitute bem feito. Panela de barro. Taipa de lenha. Cozinha antiga toda pretinha.

Bem cacheada de picumã. Pedra pontuda. Cumbuco de coco. Pisando alho-sal. Vive dentro de mim a mulher do povo. Bem proletária. Bem linguaruda, desabusada, sem preconceitos. de casca-grossa, de chinelalinha e filharada.

Vive dentro de mim a mulher roceira - Enxerto da terra, meio casmurra. Trabalhadeira. Madrugadeira. Analfabeta. De pé no chão.

Bem parideira. Bem criadeira. Seus doze filhos, seus vinte netos. Vive dentro de mim a mulher da vida. Minha irmãzinha...tão desprezada, tão murmurada...Fingindo alegre seu triste fardo. Todas as vidas dentro de mim: Na minha vida - a vida mera das obscuras".
Todas as Vidas - Cora Coralina.




Ana Lins dos Guimarães Peixoto Brêtas nasceu em 20 de agosto de 1889 na cidade de Goiás.

Há tempo para nascer e tempo para morrer; tempo de plantar e de colher; tempo de destruir e tempo de construir; há tempo de amor e tempo de ódio; tempo de guerra e tempo de paz; há tempo para falar e tempo para calar; há um tempo para chorar e um tempo para rir.

Cora Coralina, que o Brasil só veio a conhecer já anciã, faz 114 anos. Eu disse faz, porque quem morreu aos 95 anos, em 12 de abril de 1985, foi Ana Lins dos Guimarães Peixoto Brêtas, ou simplesmente Aninha, mas a obra da velha rapsoda Cora permanece, a lembrar que escritor não morre, "fica encantado".

Ju|4:53 PM|

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Quarta-feira, Agosto 18, 2004

Pra quem recorda, no post do dia 06/08/2004, eu havia contado como fora as minhas férias, certo?

Estava devendo algumas fotos, então hoje resolvi deixá-las aqui para que vocês, amigos e leitores que visitam o Retrospect. Não pude deixar de tirar uma foto da represa de Furnas, que na minha opinião, é maravilhosa. Se algum dia alguém for a Minas Gerais não deixem de visitá-la. Tem foto do Leo, que é um grande amigão. Saudades de ti, Leo. Também tem uma foto da Tania e do Lusomar, atualmente - após 3 anos de faculdade - juntamente com a Alcidéia, são meus melhores amigos. É muita consideração!

Essa semana muita coisa mudou na minha vida. É o professor de Dentística, José Augusto (Guto), deu a oportunidade de estar estagiando todas as segundas-feiras na clínica de implante, auxiliando os alunos do Mestrado. Bom é um voto de confiança, fiquei muito feliz. Agora só me resta retribuir a isso tudo. Adorei! Os professores do Mestrado - alguns meus professores - são excelentes, gente, só tem fera lá, é a minha chance de mostrar que eu to na Odontologia porque realmente amo que faço. Amanhã também vou tomar uma decisão importante. Não vou contar ainda, é surpresa, se der certo aí eu conto (risos).

Esta semana tá super corrida, provas de endodontia hoje. Gah! Eu fui bem! Amanhã é periodontia, a matéria é legal, os professores também, é acredito que vou me dar muito bem nesse semestre. Se Deus quiser!! Xiii, ontem tinha prova de Dentística, mas o professor Guto esqueceu e como aluno que é aluno nunca lembra o professor dessas coisas...

Hoje eu fico por aqui. Para vizualizar melhor as fotos, clique sobre as mesmas.

















Ju|6:24 PM|

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Sexta-feira, Agosto 13, 2004

De acordo com os registros históricos, os primeiros jogos olímpicos antigos datam de 776 a.C. Foram dedicados aos deuses de Olimpo e encenados nas planícies antigas de Olímpia, famosas pelos magníficos templos dos deuses Zeus e Hera. Inicialmente tiveram um caráter religioso e combinaram vários esportes antigos, muitos dos quais baseados em mitos gregos.

Os jogos antigos ocuparam realmente uma posição importante na vida de nossos antepassados. Uma olimpíada era uma unidade de tempo que media o intervalo de quatro anos entre dois jogos. Participantes vinham competir de cada canto do mundo grego, e visavam o prêmio final: uma grinalda verde-oliva e um retorno "heróico" para as suas cidades-estados. Mas além da vitória gloriosa, eram os valores olímpicos que representavam o significado especial dos jogos: competição nobre e esforço combinando o corpo, a vontade e a mente em um completo equilíbrio.

Com a evolução dos jogos estabeleceram-se alguns procedimentos, como uma programação padronizada dos eventos e a prática da união olímpica. Continuaram existindo por quase 12 séculos até que o imperador Theodosius decretou, no ANÚNCIO 393 d.C, que todos os cultos "pagãos" estavam proibidos. Afirmou que os jogos colocavam muita atenção pública em assuntos atléticos e espirituais e os aboliu




Olympia, o local dos jogos olímpicos antigos, está na parte ocidental de Peloponnese que, de acordo com a mitologia grega, é o console de "Pelops", um dos supostos fundadores dos jogos olímpicos. Os templos imponentes, os edifícios grandiosos, as construções elaboradas e as instalações ostensivas eram combinados em um local de beleza natural e mística original. Olympia funcionou como um lugar de reunião para adoração e outras práticas religiosas e políticas durante o século X a.c. A parte central de Olympia foi dominada pelo templo majestoso de Zeus, enquanto que paralelo a ele, ficava o templo de Hera. O estádio antigo em Olympia poderia acomodar mais de 40.000 espectadores.

No século XIX, intelectuais tais como Evangelos Zappas e Demetrios Vikelas acreditaram no espírito de competições nobres e nos ideais olímpicos e emprestaram suas vozes e esforços ao renascimento dos jogos olímpicos. Entretanto, foi o barão francês Pierre de Coubertin que orquestrou o reestabelecimento dos jogos, advogando o casamento entre os esportes e o classicismo grego, abrindo caminho para os primeiros jogos olímpicos modernos, em 1896.

Desde o começo, o público grego acolheu o renascimento e juntou esforços para organizar os jogos. Todas as dificuldades financeiras enfrentadas do pelo estado grego naquele tempo, foram superadas com a mobilização dos povos e dos benfeitores igualmente. A renovação em mármore do estádio antigo de Panathinaikon, que hospedou os primeiros jogos modernos, foi financiada por George Averoff, um benfeitor grego da Grécia do norte. Com o renascimento dos jogos olímpicos, muitas tradições olímpicas simbólicas também foram desenvolvidas e estabelecidas (por exemplo, o hino olímpico, o credo olímpico, a bandeira olímpica, o juramento olímpico, a flama e a tocha olímpica, etc). Com os anos, os jogos olímpicos viajaram diferentes países e continentes e em 2004, retornaram ao país de seu nascimento e a cidade de seu renascimento, que hospeda os XXVIII jogos olímpicos modernos.




O emblema olímpico dos jogos de ATENAS 2004 é uma coroa feita com galhos da oliveira que representa os quatro valores dos jogos de 2004: herança, participação, celebração, escala humana - em um projeto tipicamente grego. Este símbolo é uma herança dos jogos antigos e era o prêmio concedido aos campeões olímpicos. A oliveira representava o símbolo sagrado da cidade-estado de Atenas.

Atenas, que realizou a primeira olimpíada da era moderna, 1896, tem agora o compromisso de apresentar um evento empolgante e alegre, objetivando a divulgação da paz e amizade entre os povos. O projeto foi desenhado à mão livre, destacando o elemento humano. As cores branca e azul refletem o mar e o céu gregos, sugerindo a fluidez e a transparência da água e o brilho da luz do céu.

Os jogos paraolímpicos são um evento em que os atletas competem em busca do melhor desempenho e da distinção mais elevada, uma medalha dos esportes da elite paraolímpicas. Em 2004, os atletas foram convidados a se superarem nos jogos paraolímpicos de Atenas. O emblema da paraolimpíada 2004 caracteriza o perfil de uma pessoa, de um atleta, do homem ou da mulher. A figura olha para o horizonte simbolizando o otimismo para o futuro. No centro está a face humana representando a força e a determinação do indivíduo em suceder em seus anseios. A forma é amigável, as linhas são lisas, a cor é morna - alaranjada e brilhante - precursora da grande celebração que se inicia. A composição aponta ao sol e à chama que reside dentro de todos os atletas inspirando e dando força aos mesmos. O sol, ao mesmo tempo, é uma referência direta à Grécia, anfitriã dos jogos paraolímpicos de 2004.




Phevos e Athena são dois irmãos e mascotes oficiais das Olimpíadas de 2004. Sua criação foi inspirada por uma boneca grega antiga e seus nomes são ligados à Grécia antiga. No entanto, os dois representam crianças da época moderna. Os nomes vêm de dois deuses de Olimpo: Phevos, nome do deus de Olimpo, que representa a luz e a música conhecido como Apollo. Athena, deusa da sabedoria e patrona da cidade de Atenas. Nesta maneira, Phevos e Athena representam a ligação entre a história grega e os jogos olímpicos modernos como também os valores olímpicos: participação, fraternidade, igualdade, cooperação, e justiça.

Athena e Phevos são duas bonecas. Lembram-nos do prazer de participar dos jogos; destacam que o valor da participação é mais elevado do que aquele da vitória.
Ao mesmo tempo, são irmãos, um menino e uma menina, símbolos da igualdade e da fraternidade em torno do mundo. Sobretudo, as duas crianças nos mostram o valor grego da humanidade e lembram-nos que a humanidade estava, está e remanescerá no coração dos jogos olímpicos.




O Brasil inaugurou sua participação nos jogos olímpicos na Antuérpia, em 1920, com a conquista de uma medalha de ouro na modalidade de tiro. O vencedor foi um oficial do exército, na época com 35 anos de idade: Guilherme Paraense. Integrante de uma equipe de sete atiradores, ele obteve 274 pontos- 30 tiros a 30 metros, derrubando o favoritismo dos norte-americanos. Paraense praticava também atletismo, salto à distância e futebol. O tiro, porém, era sua paixão. Participou de diversas competições, sagrou-se campeão brasileiro muitas vezes, tornou-se instrutor e fez novos atiradores. Parou de atirar em 1950.

A idéia do armistício olímpico é baseada na profunda crença de que o esporte e os ideais olímpicos podem contribuir para a criação de um mundo melhor e de paz.
A principal meta deste esforço é facilitar e promover iniciativas que promovam o diálogo, a reconciliação, o entendimento mútuo, a solidariedade e a paz. A Grécia decidiu que deveria oferecer algo único, algo além da imaginação de paz, além dos jogos olímpicos. Esta é a razão da perseverança do país em reviver o armistício olímpico.

A significância do esforço despendido por trás do armistício olímpico é o fato de que combina a força de um movimento olímpico, a credibilidade do movimento dos atletas e o entusiasmo das novas gerações. Deve-se mencionar que o armistício não é somente para as novas gerações, mas para todos aqueles que acreditam e pretendem trabalhar pela paz através dos ideais olímpicos. O objetivo é combinar o espírito e a dinâmica destes movimentos e procurar soluções para os conflitos atualmente existentes pelo mundo. Este esforço deve ser visto como uma reinvenção completa do conceito de jogos olímpicos. O armistício é um constituinte indispensável da tradição olímpica. Revivendo esta tradição, estamos trazendo nova dinâmica, maior força e nova perspectiva aos jogos olímpicos.

O conceito dos jogos olímpicos e do armistício olímpico (ou "Ekeheiria"), que é o cessar-fogo e a cessão de hostilidades durante os jogos olímpicos, estão intensamente ligados. Na Grécia Antiga, durante o armistício olímpico (entre sete dias antes da abertura dos Jogos e sete dias depois de seu encerramento) todos os conflitos cessavam permitindo aos atletas, artistas e espectadores viajar a Olympia, participar dos Jogos e retornar a seus lares e seus países em segurança. Em 24 de julho de 2000, o Comitê Olímpico Internacional (COI), inaugurou, juntamente com a Grécia, o Centro Internacional do Armistício Olímpico (CIAO), uma ONG internacional situada na Grécia. O doutor Jacques Rogge é o presidente da CIAO. O ministro das Relações Exteriores da Grécia, George A. Papandreou, é o vice-presidente. Juntos, com a Fundação Internacional do armistício olímpico , situada em Lausane, o Centro introduz uma ferramenta única no cenário internacional para promover a paz e o entendimento mútuo entre povos. Um movimento de cessar-fogo entre o sétimo dia anterior à abertura dos Jogos e o sétimo dia posterior ao seu encerramento. Um movimento que traz a possibilidade de resoluções pacíficas entre regiões de conflito. Um movimento que irá conter, durante as Olimpíadas, as condições necessárias para a prática dos ideais olímpicos.

As atividades do CIAO ocorrem em dimensão local e internacional. O foco são regiões específicas que encaram uma ameaça real de conflito, enquanto , ao mesmo tempo, procura-se mobilizar a comunidade internacional a aderir e promover o Armistício. Suas ações terão seu auge durante os jogos olímpicos. Porém, suas ações serão mais aparentes entre os jogos. As ações do CIAO procuram preservar o armistício olímpico providenciando suporte humanitário a comunidades locais que, sofrem em decorrência de conflitos bélicos, determinando condições para um diálogo entre as partes envolvidas nos conflitos e, continuamente, promovendo uma cultura internacional de paz. O CIAO constrói pontes de comunicação, suporte humanitário e educação através do esporte, cultura e ideal olímpico. Isto é conseguido através de uma rede mundial de colaboradores com a família olímpica, comitês organizadores dos Jogos Olímpicos, organizações internacionais, organizações governamentais e não governamentais e muitos outros.

O "Statement of World Personalities, in their Individual Capacities, in Support for the Olympic Truce" constitui em um apelo simbólico de apoio ao armistício olímpico . Aplica-se a todos os futuros jogos não importando onde e quando ocorrerem. O ato do armistício olímpico, como é chamado, foi anunciado oficialmente durante a cerimônia de abertura dos jogos olímpicos de inverno, em 19 de novembro de 2001, Olympia. O ato foi inicialmente assinado por ministros de países no sudeste asiático que passaram ou estão passando por conflitos na região. Até agora mais de 80 personalidades já o assinaram, como líderes de estado, porta-vozes de parlamentos, ministros exteriores, líderes religiosos, líderes de organizações internacionais e outros oficiais de alto escalão de todo o mundo.


Recorde. Busca incessante no esporte, a palavra já faz parte da participação brasileira em Atenas antes mesmo do embarque da delegação. O caminho nacional já começa com destaque para o número de atletas que vestirão as camisas amarelas. No total, serão 245 corações batendo em torno de uma bandeira, 490 pernas correndo atrás de uma medalha e as emoções dessa legião tomarão conta de mais de 170 milhões de torcedores, que mesmo longe, engrossarão a massa que só espera resultados positivos desse time.

As mulheres ainda não dominam a lista, mas já começam a ameaçar a superioridade numérica masculina. Em relação à Sydney-2000, a representação feminina teve um aumento de 29,8%. Se os homens somam 123 competidores, as mulheres perdem apenas por um, com 122. Deixando a felicidade de lado, algumas ausências serão sentidas. O tradicional futebol e o promissor basquete masculino ficaram de fora. No atletismo, Claudinei Quirino, Maurren Maggi são alguns que viram o sonho olímpico se desfazer.

Mas o espírito olímpico não se abala. Agora é hora de apostar as fichas e torcer para que a palavra recorde se faça presente agora e sempre.

Ju|11:56 AM|

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Quarta-feira, Agosto 11, 2004

Um dia você aprende que...depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.

E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno amanhã é incerto demais para os planos e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...e aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destrui-la e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa ou nada e terem bons momentos juntos.

Descobre que devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes
tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute, quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver
com os tipos de experiências que se teve, e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não sabe amar, contudo, o ama como pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores...

E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.

Willian Shakespeare

Ju|12:57 PM|

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Sexta-feira, Agosto 06, 2004

As férias acabaram. Aulas! Sim, a rotina das aulas recomeçou e a burocracia da Instituição, que objetiva a formação do número de cabeças e não de seres humanos, também.

Aconteceu algo bem irônico com a minha amiga Alcideia, que perdeu a época para fazer a Dp de Radiologia I. Quando você não paga as mensalidades em dia, a Instituição envia para sua residência, telegramas com a educada mensagem "caro aluno queira comparecer a Controladoria para efetuarmos a regularização da sua situação financeira."É, esse é o trabalho de glória dos monstros da advocacia.

Mas voltando às férias...Bom começo de férias e sempre igual né? Sofá, filme e pipoca e não se fala mais nisso.

Aí a gente inventa que é preciso entrar na academia. Para os incautos isso e pura banalidade, mas o legal disso tudo é que eu curti e isso é o que importa. Acho até que vocês deveriam experimentar. Aí vai a dica: Body Combat, são 700 calorias. Gostou!?

Férias que é férias tem viagem, senão não é férias. Resolvemos viajar. Foi quem? A Alcideia, eu, o Edson e a Rose para Monte Belo, MG. É a Alcideia tem casa lá. A cidade mais gostosa que já conheci. Nem Silvianopolis, cidade da minha família é melhor. Essa, é o tipo de crítica construtiva, o que puder ser modificado, pode melhorar e tenho dito!

Tá certo, Ju larga de enrolação e conta logo que rolou por lá. É diferente ficar uma semana com pessoas que você convive na Universidade e de vez em quando sai de balada. Isso é único.

Pude conhecer melhor o Edson que não gosta de mim tanto quanto eu gostava dele. A recíproca não é a mesma. Ou se isso for o contrário ninguém poderá provar, a única sensação válida e segura, é que o ciúmes derrota qualquer afirmação, mesmo se a pessoa é um grande ator.

Porque comentei isso? Porque nada acontece por acaso, conheci uma pessoa maravilhosa, o Rômulo. Paixão nova, paquera, sedução, a amizade colorida, tudo isso modificou minha vida. Tá acontecendo tudo muito rapido. Acho engraçado, durante tanto tempo, o Edson nunca se importou comigo e agora que ele sabe que estou a fim do Rômulo, fica falando para nossos amigos que quer ficar com a Alcideia, mas tem medo que eu fique chateada. E muita pretensão ou o quê?

Eu e o Rômulo temos tudo para dar certo. Ele foi tão sincero quando disse "Ju não me importo com idade, quero um relacionamento sério." E tem mais, ele tocou no violão "hoje a noite não tem luar" e cantou...nossa que voz linda! E quando eu pensei que mais ele faz, além de ser carinhoso, ele me ofereceu um poema...que romântico! Estou feliz, realmente o Rômulo é responsável por isso. É tão bom saber que existem pessoas que se sentem bem ao nosso lado.

Mas Monte Belo não foi só paquera não. Lá encontrei grandes amigos que hoje em dia me escrevem cartas, emails, telefonam. Jorge, Leo, Fernando e Diego...saudades de todos! E por falar em cartas, fazia tempos que não me correspondia assim. Todo mundo deveria deixar a modernidade de vez em quando e voltar ao pacato jeito de levar a vida.

E por falar em levar a vida, a rotina das aulas me estressa. Todo dia levantar cedo, professores novos, matérias que tudo indicam ser daqui há um mês o terror dos alunos, lista de materiais de endodontia e periodontia - nossos pais cobrando da gente um retorno maior, isso ainda porque eles nem sabem os valores dessas listas, rematrícula - estão mudando a grade horária de Odontologia e com isso, barrando quem perdeu a data de rematrícula de efetuá-la, FIES - é um teste de paciência ter que passar a tarde inteira na Caixa Econômica Federal, esperando aquele funcionario atender todo mundo, academia...

Academia! Minha mãe sempre diz "não se iluda com as pessoas." Fiquei amiga das pessoas na academia, alguns com maior afinidade (como a Deia, a Rose, Rodrigo e o Jeferson), outros menor, mas todos muito bacanas. A Deia e a professora de Body Ccombat e Musculacao, atenciosa, é a preferida dos alunos. Também achava isso até quarta-feira (04/08).

Ela me disse "Ju parece que te conheço desde muitos anos." Para quem e espírita isso é ótimo. Poxa, acreditava que mais uma grande amizade estava nascendo - valorizo muito as minhas amizades, nem sempre gosto das pessoas mas quando eu gosto é sincera. Todo mundo sabe que eu sou desenhista né? Cheguei a fazer uns desenhos para os filhos dela. Eu sou muito carinhosa com as pessoas, é um mal de todo libriano...Veja bem, para construir uma amizade leva anos, mas para destruí-la, segundos.

Aconteceu algo muito chato. Pegaram o celular de uma menina da academia e ela descreveu alguem parecido comigo: "alta, cabelo preto e olhos azuis". Caramba ela viu e não disse nada? Aí veio a mancada. A Deia perguntou na frente de um monte de gente "é ela?" E eu, surpresa, disse "eu? eu o quê?" Aí a Deia me explicou que estava acontecendo e pra piorar "Ju não foi por mal tá?"

Como algo dito dessa forma pode ser dito sem maldade? Não dá para perdoar assim. Pedir desculpas não irão me fazer sentir melhor. Fiquei muito decepcionada. Acredito que quando você conhece alguém que se torna teu amigo, você não desconfia dele. Caramba ela não me conhece! Jamais serei capaz de roubar qualquer coisa. Perdi na hora até a vontade de fazer a aula de Body Combat (adoro essa aula!). Porque, vejam bem, as outras pessoas, infelizmente, não pensam dessa forma. Ninguém me conhece direito não é mesmo?

Isso decididamente foi a única coisa ruim que me aconteceu durante esses últimos meses. Mas apesar de tudo, agora aprendi quem é quem lá. O idiota sempre aprende da forma mais dolorosa, mas é a vida, vivendo e aprendendo. Muita gente disse "se eu fosse você desceria agora na Administração e reclamava de acusação de furto. Isso é grave."

É, isso é grave! Mas seria muito egoísmo de minha parte se eu tivesse feito exatamente o que a Deia fez. Mancadas federais existem! Magoam! Mas a vida é tão simples e o tempo certamente se encarregará de apagar tudo, leve o tempo que precisar. Ontem ela até que tentou falar comigo, não consegui nem olhar pra ela. Acho que vai demorar algum tempo ainda...

Fico por aqui e atá a próxima

Ju|10:30 AM|

_____________

Quarta-feira, Agosto 04, 2004

Romulo,

Amor da minha vida
Daqui até a eternidade
Nossos destinos foram traçados
Na maternidade
Paixão cruel, desenfreada
Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras
Minhas mancadas
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Eu nunca mais vou respirar
Se você não me notar
Eu posso até morrer de fome
Se você não me amar
E por você eu largo tudo
Vou mendigar, roubar, matar
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
E por você eu largo tudo
Carreira, dinheiro, canudo
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais
Exagerado Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Jogado aos teus pés
Com mil rosas roubadas
Exagerado
Eu adoro um amor inventado
Jogado aos seus pés, bem melhor
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado.

" Saiba que voce coloriu a minha vida com uma tinta especial"

Ju|12:45 PM|

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Quarta-feira, Julho 21, 2004

Caramba, gente o encontro do dia 17/07 foi muito show, quem não foi perdeu a chance de conhecer pessoas maravilhosas e ainda se divertir. Amei conhecer a Nanda (Colecionautas) e o João (Nababu.org) e rever velhos amigos Novata e Doom (Colecionautas). Infelizmente muitos não foram, mas mesmo assim fizemos muita bagunça! Clica nas fotos para ver em formato original.





Ju



Nanda



Nanda e Sheila (Novata)



Doom



Nanda



Ju e Doom (versão satânica)



Nanda



João



Ju (eu tirei essa foto!? tirei?)



Novata e Nanda (olha a fofoca!)



Pizza



Pizza (vegetariana!!!)



Nanda e João (querem saber quem ele está fotografando??)



Novata



João



Nanda



Novata (xi!! a conta tá na mesa!)



Nanda e João (não adianta João, agora vai ter que pagar!)



Nanda e João (olha o desespero...)



Ju (conta? onde? onde?)



Nanda (é vamos ter que lavar os pratos!)



Nanda e Novata



Nanda e Novata



João



Nanda, Novata, Ju e João (metro Tietê)



Doom, Novata, Nanda e João (metro Tietê)



João, Novata e Ju



João, Novata e Ju



Novata (esse encontro foi demais!!!)


Depois eu coloco as outras fotos, agora comentem também, ok? Espero que tenham gostado. Quanto ao meu computador nada está definido. Tenho tanta coisa para ser postada aqui mas no cyber o tempo voa, mas eu prometo que conto tudo que tá rolando. Beijos!!!





Agora um pouco da bagunça. Olha eu não sei que deu em mim tentar roubar a sacola de donnut's da mulher na mesa ao lado da nossa (huahuahuahua!)



Obrigaram-me a fazer isso. Senão matavam meu patinho de borracha!



João



Nanda (empate com o Doom)



Ju



Doom



Novata (deixa o garfo!)

Ju|12:43 PM|

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